A edição de 2 de setembro da revista IstoÉ Dinheiro traz uma reportagem especial sobre o Facebook. Entre diversos dados que comprovam o crescimento na rede social no Brasil, a matéria também apresentou um “furo de reportagem”.
Segundo a revista, “com mais de 750 milhões de usuários, a maior rede social do mundo desbanca o Orkut, assume a liderança desse setor no Brasil e já atrai empresas de um número crescente de setores, que usam o site para realizar negócios”.
Está aí uma manchete que os jornalistas de tecnologia guardam há muito tempo e não perderiam a oportunidade de publicá-la. Ainda no domingo, o jonalista Rodrigo Martins, do Estadão, decretou o “fim do reinado do Orkut” no país.
No dia seguinte, a “informação” seria republicada no G1, INFO, iG, Terra, Portal Imprensa, sites especializados em tecnologia e outros jornais. À tarde veio a nota de esclarecimento do IBOPE: “a empresa não confirma os dados publicados na matéria da revista IstoÉ Dinheiro desta semana e desconhece a fonte da reportagem”.
E agora? Simples, o Estadão editou sua manchete de “Facebook ultrapassa Orkut em usuários e acaba com reinado de 7 anos no BR” para “Facebook ultrapassa Orkut em usuários no BR, diz revista; Ibope não confirma” e o G1 trocou o crédito do IBOPE para revista IstoÉ.
E ninguém viu nada, não precisa checar as fontes e não se fala mais nisso. Ou não, alguém viu onde foi parar a credibilidade do jornalismo?
Leia mais: episódios I, II e III.