Depois do Facebook e muitos outros sites, o Orkut pode ser o próximo a adotar a página inicial estilo twitter.
O serviço de atualizações em 140 caracteres, criado em 2006, se tornou um padrão nas redes sociais. As adaptações variam oferecendo mais funções, mas a ideia é destacar atualizações em tempo real dos contatos na página inicial.
Em um dos países mais corruptos do mundo, onde todos juram honestidade, acontecem cenas raras. Esta manhã, a principal notícia era o cancelamento das provas do Enem que ocorreriam neste final-de-semana. O motivo foi o vazamento do conteúdo da prova.
Até aí nenhuma novidade, já houveram outros casos que não chegaram a cancelar a realização das provas. A inovação foi como essa informação chegou à imprensa. Quem iria acreditar que o ladrão liga para a repórter de um dos maiores jornais do país tentando vender o objeto do furto? É inacreditável!
3 de outubro - Estudantes de diversas capitais brasileiras protestam contra o cancelamento da prova.
6 de outubro - Reportagem do Jornal Nacional divulga imagens do circuito interno de gráfica que registram o momento do furto. Inquérito foi encerrado com cinco pessoas indiciadas.
Meu telefone fixo tocou por volta das 15h30 de ontem e uma voz tremida do outro lado confirmou meu nome completo e avisou que queria falar sobre o Enem. Já havia recebido mais cedo um recado de alguém estava interessado em vender o gabarito da prova, que seria realizada por 4,1 milhões de alunos no fim de semana.
O homem disse pouco, preferia não falar ao telefone e queria um encontro ao vivo. Mas avisou que o que ele tinha era a prova toda, as 180 questões dos dois dias, já impressas. Eu falei que tinha interesse em verificar a veracidade do material e então marcamos para as 19h15 em um café perto do jornal.
A direção decidiu que eu fosse acompanhada de duas pessoas e então o editor do Ponto Edu, Sergio Pompeu, e o fotógrafo Evelson de Freitas, foram escalados para isso. Sentamos os três no café e esperamos. Não sabíamos nome algum ou rosto de quem procurar, mas um dos informantes chegou primeiro e nos identificou. O outro chegou poucos minutos mais tarde, com uma pasta cheia de papéis.
Segundo eles, o material tinha sido vazado por alguém em Brasília, no Inep/MEC. Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. As questões tinham o perfil do Enem, um exame que cobra competências e habilidades, usa temas cotidianos. Vi lá tiras da Mafalda, do Garfield, trechos da Canção do Exílio e de uma reportagem da revista Veja. Tratei de decorar o máximo de questões possíveis.
Vi também a prova de matemática, mas as questões eram enormes, obviamente cheias de números, e desisti de tentar memorizá-las. Depois de dois minutos, um dos homens me tirou a prova das mãos. "Já viu demais", disse. Perguntei sobre a redação e eles se negaram a mostrar essa parte da prova.
Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso. Eram homens simples, pareciam não ter qualquer experiência com provas ou conhecimento do sistema educacional do País. Os dois, por volta dos 30 anos de idade, viam no material que "tinha caído no colo deles" como uma "oportunidade única". Um deles tinha comportamento mais truculento, falava de maneira mais agressiva. O outro aparentava nervosismo, medo. "Não somos bandidos. Queremos nos livrar disso o mais rápido possível", dizia.
Saímos cheios de dúvidas do encontro. Já no jornal, a direção decidiu que entraríamos imediatamente em contato com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e que nada seria publicado até que houvesse uma confirmação de que a prova que tínhamos visto era verdadeira. Durante as 21horas e 0h30 falei cerca de 10 vezes com o ministro, que prontamente nos informou as providências que estavam sendo tomadas (procura pelos técnicos do Inep, abertura do cofre para identificar a prova etc). Ele foi informado das questões que eu tinha memorizado.
Pouco antes da 1h da manhã veio a confirmação de que o Enem seria cancelado. A prova que tive em mãos era verdadeira.
"Não somos bandidos...", dizem eles. Deixe-me ver se entendi. Alguém se apresenta com as provas roubadas, pede meio milhão de reais e não é bandido? "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", acreditam.
Surreal! Onde vamos parar com essa ingênua criatividade? Como dizem os humoristas, está difícil concorrer com as notícias.
A notícia mais comentada na manhã desta sexta-feira foi publicada no site do jornal Extra, do Rio de Janeiro. De acordo com a reportagem, integrantes do programa CQC da Band estão em avançadas negociações para trocar de emissora em 2010.
Em 2010, o “CQC”, pograma de maior audiência da Band, não será mais o mesmo. Os integrantes do humorístico vêm sendo assediados por diversas emissoras e, em alguns casos, as conversas estão adiantadas. Marco Luque, por exemplo, estuda um convite para protagonizar um quadro no “Zorra total”, da Globo. E as mudanças na formação da trupe do “CQC” não devem parar por aí. Os repórteres Danilo Gentili, Oscar Filho, Felipe Andreoli e Rafael Cortez foram sondados pela Record. As negociações de Danilo e Oscar com a emissora da Igreja Universal estão bem avançadas.
Rafinha Bastos é um dos poucos que devem permanecer na Band. Ele será um dos quatro integrantes do programa “A liga”, jornalístico à moda “Profissão repórter”, só que mais sangrento. O contrato dos sete integrantes do “CQC” termina no próximo mês de dezembro.
O jornal, conhecido pelo sensacionalismo, não cita fontes. A seção onde se encontra a matéria anuncia: "tudo sobre o mundo das celebridades", ou seja, fofocas em geral.
Imaginei que ninguém daria atenção à matéria, superestimei o jornalismo brasileiro. Em poucas horas, a matéria foi reproduzida pelo jornalista Sidney Rezende, no portal Abril.com, Terra, MSN e clicRBS.
Neste último, o maior portal de notícias da região sul do país, a repórter ainda acrescentou: "E aí, será que a possível mistura entre Marco Luque e o Zorra Total pode dar certo?" Muito bem, a modalidade de jornalismo ctrl+c crtl+v está reunindo adeptos em todas as redações.
Conversando com a assessoria do ator Marco Luque sobre a reportagem, a reação foi imediata: "onde saiu este absurdo?"
O ator já afirmou, em diversas entrevistas, que foi convidado pela Globo quando ainda participava do grupo de teatro Terça Insana, mas prefere manter os seus personagens no teatro.
O convite para um quadro no humorístico Zorra Total surgiu no primeiro ano de atuação no Terça Insana, ou seja, em 2006. Desde então, o ator é questionado sobre o assunto.
Em entrevista a Marcelo Tas no UOL, antes do CQC que só viria em 2008, Luque explicou: "Já apareceram convites, mas nada que me desse a liberdade que tenho no teatro. Não procuro o caminho mais fácil, procuro o caminho que me deixe orgulhoso de mim".
Na época, esclareu um dos motivos que o levou a preferir o teatro à televisão para seus personagens. "É um humor muito fácil e raso. A Grace (diretora do Terça Insana) me fez usar o humor para passar uma mensagem. É triste, porque nestes programas de humor da TV na maioria só tem preconceito. O bom do teatro é que ele permite isso que fazemos."
"O teatro vem crescendo cada vez mais e é uma delícia fazer. Não tem nem comparação com a TV. A resposta é imediata, tem a forma e esta própria censura que não existe", concluiu.
Procurado pela reportagem da Folha, Tas negou o boato: "Nosso contrato vence em dezembro, isso é fato. Todos integrantes estão conversando com a Band", afirmou. "Há um mês estamos em plena conversa de renovação de todo mundo".
Portais de notícias ainda possuem uma influência muito grande, mas os leitores mais atentos já podem conferir a informação diretamente da fonte através de blogs e mensagensnotwitter.
Hoje pela manhã fui ao centro da cidade onde moro, no Rio Grande do Sul, e enquanto aguardava para ser atendido acompanhei uma conversa que me chamou a atenção.
Um rapaz, aparentando 20 anos de idade, contava como era o seu dia-a-dia na Amazônia. Pelo sotaque deduzi que era daqui mesmo. Gaúcho na Amazônia não é difícil de descobrir a profissão. A maioria são militares, criadores de gado ou madeireiros. Não me contive e peguntei:- Você é militar?- Não, trabalho em uma madeireira.- Madeira certificada? - questionei não acreditando no que havia acabado de perguntar.- Sim - respondeu desviando o olhar. - Porque o IBAMA certifica a madeira legal na Amazônia, certo? - continuei- Ninguém trabalha certinho na Amazônia - interrompeu ele - quando os fiscais do IBAMA chegam todos os madeireiros param até eles irem embora. - E para onde vai a madeira de vocês? - quis saber, curioso.- Exportação. A 1ª linha para Europa, 2ª linha para os Estados Unidos.- Não fica nada no Brasil? - continuei, surpreso.- Só a madeira com muita imperfeição, que não tem como tirar os nódulos. - Entendi. - concluí, percebendo que ele não estava disposto a continuar a entrevista.Continuei acompanhando a conversa do rapaz com outra pessoa, com quem não tinha constrangimento em falar sobre o assunto. "As notícias nos jornais são exageradas. O povo acha que o IBAMA está sempre lá fazendo apreensões e multando. Tem madeireiros que tem milhões em multa, mas a vida deles é essa, não vão pagar essas multas nunca." "Falam que a Amazônia vai terminar. Ainda tem muito mato, leva uns 50, 60 anos para a Amazônia acabar."A conversa era interessante nesta história onde pistoleiros e madeireiros eram os personagens principais enquanto governo e polícia eram coadjuvantes e eventuais. Neste momento, precisei sair. Despedi-me de todos, olhei para ele e vi que desviou o olhar. Estava claro que não tinha constragimento para falar sobre isso com os demais, mas parecia saber que não podia confiar em mim. Imagens: Portal EcoDebate
Raras vezes, em um telejornal, matérias com 10 minutos de duração são vinculadas. No horário nobre da televisão, menos ainda. Mas, quando se trata de uma notícia contra uma concorrente a chance de abrir exceções é grande.
Denúncias contra Edir Macedo não são novidade. Desde que o bispo começou a lotar estádios no início dos anos 90 o que não faltam são acusações contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Por que dez minutos no melhor horário do Jornal Nacional? Edir Macedo também é proprietário da Rede Record, e desde que a adquiriu a Rede Globo tenta, em vão, desmoralizar a concorrente. Nada mais natural do que a resposta no Jornal da Record.
É claro que Edir Macedo optou pelo caminho mais polêmico que poderia existir para captar recursos a fim de construir seu império empresarial. Sim, o bispo fez da religião um negócio. Mas, todas as denúncias até hoje foram arquivadas e tudo indica que essa última será mais uma.
O que lembra a briga entre as duas rivais?
Exatamente. Só faltou Edir Macedo dizer "o jato é meu". Mais uma disputa entre poderosos para o brasileiro assistir já sabendo o final da história.
Agora, uma discussão que vale a pena é avaliar até que ponto um jornalista deve comprometer a sua carreira em favor da emissora em que trabalha.
Não é novidade, ao contrário, trata-se de rotina na política. Como não sou adepto do conformismo, essa política não me serve.
O presidente Lula possui uma história muito bonita. Não cansa de contar a história do caminhão pau-de-arara que remete à sua infância. Certo, mas chegando ao governo tornou-se aliado de quem afirmava combater em seus discursos.
Hoje, o presidente conta com o senador José Sarney como aliado e deu ordens aos senadores do seu partido para impedir uma renúncia quase certa.
Na teoria, o Senado é independente da Presidência da República. Na teoria, um é legislativo e o outro executivo. Na prática, no país inteiro, o poder executivo compra o legislativo. Nenhuma novidade.Não foi diferente desta vez. Fazendo da política um jogo a favor dos interesses do partido em detrimento do interesse do povo (lembram do deputado que disse estar se lixando para a opinião pública?), os senadores petistas foram à casa do senador Sarney para evitar a sua renúncia. O objetivo era claro, manter no cargo alguém acusado das mais variadas denúncias para não ter um senador da oposição assumindo a vaga.Destaco aqui os únicos senadores petistas que não foram à casa de Sarney: Tião Viana (AC) e Flávio Arns (PR) e deixo aqui registrada a imagem do pior da política nacional.
Postado por
Marco Aurélio Weissheimer, em 6 de Junho de 2008, no blog RS URGENTE
O governo Yeda Crusius é uma vergonha para o Estado do Rio Grande do Sul. A inacreditável
sucessão de escândalos e denúncias a que o povo gaúcho assiste nos
últimos meses revela um governo fraco moral e politicamente.
É um governo onde a governadora não fala com o vice-governador.
É um governo onde o chefe da Casa Civil tenta comprar a posição do vice-governador.
É um governo onde o vice-governador grava uma conversa com o chefe da Casa Civil para denunciá-lo.
É um governo onde o chefe da Casa Civil chama o vice de canalha e mau-caráter.
É um governo onde aliados da governadora a chamam de sem-vergonha. E nada acontece.
É
um governo onde secretários de Estado negociam, combinam festas e tomam
chopp com acusados de integrar uma quadrilha que roubou mais de R$ 40
milhões dos cofres públicos.
É um governo onde os partidos de
sustentação da governadora, nas palavras do chefe da Casa Civil,
utilizam empresas públicas para financiar campanhas eleitorais e para
comprar maioria no Parlamento.
É um governo que, diante de
graves denúncias de corrupção, com provas materiais eloqüentes,
emudece, se esconde e, através de seu patético porta-voz, afirma não
existirem fatos relevantes.
É um governo onde a governadora foge da imprensa e do povo.
É
um governo onde a governadora não tem coragem de prestar contas sobre
seus atos e de seus aliados, mas tem coragem de fechar escolas, demitir
funcionários públicos e mandar a polícia bater em manifestantes.
É um governo que privatiza o meio ambiente e hipoteca o futuro.
É
um governo onde seus aliados e padrinhos (como o inacreditável senador
Pedro Simon, que foi incapaz de pronunciar uma palavra sobre todos
esses escândalos) não tem mais coragem de defendê-lo e abandonam o
navio em número cada vez maior.
É um governo cujo modus vivendi é a dissimulação e a covardia.
O polêmico sistema de cotas para ingresso em universidades públicas fez mais uma vítima. Filha de pai mulato e mãe branca, Tatiana Oliveira, 22 anos teve sua matrícula no curso de pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria (RS) cancelada.
Tatiana (com a mãe na foto) começou as aulas em 9 de março. A surpresa veio no dia 18 de março, quando foi convocada para comparecer a uma entrevista na reitoria.
Durante a entrevista, a aluna teria sido questionada sobre sua raça, se já havia sofrido preconceito e o motivo da
opção pelo sistema de
cotas.
"Eu falei que me considero parda. Menos parda do que meu pai, porque
minha mãe é branca. Respondi que nunca sofri preconceito e que escolhi
me inscrever no sistema de cotas porque ele dá chance para que nós, de
cor parda, possamos ingressar na universidade. Falei a verdade."
Na terça-feira passada, dia 7 de abril, Tatiana foi comunicada pela coordenadora do seu curso que a sua matrícula havia sido cancelada.
"O que a UFSM quer? Que só entre quem já sofreu preconceito? Ninguém
aqui usou de má fé para conseguir uma vaga. A Tatiana só se inscreveu
por cotas porque entendemos que era um direito dela. Mas, pelo jeito,
agora teremos de definir a cor da minha filha na Justiça."
Para o pró-reitor de Graduação Jorge Luiz da Cunha nos casos em que há dúvida sobre o que o aprovado declarou, ele pode ser chamado depois de já estar cursando a faculdade. Esses
alunos são submetidos a uma entrevista com representantes da Comissão
de Implementação e Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas de
Inclusão Racial e Social da UFSM.
"Ela respondeu que nunca sofreu discriminação, que nunca se considerou
parda, que se considera mais clara que outros integrantes da sua
família, e que, no vestibular, foi a primeira vez que se disse 'parda'.
Partindo do espírito das políticas de ações afirmativas, a comissão,
que inclusive tem representantes do Movimento Negro, entendeu que ela
não se sente participante desse grupo."
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