Casagrande’s Blog

Uma mistura de Jornalismo com Informática. 
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jornalismo

 

"Não somos bandidos", afirmam ladrões da prova do Enem

Em um dos países mais corruptos do mundo, onde todos juram honestidade, acontecem cenas raras. Esta manhã, a principal notícia era o cancelamento das provas do Enem que ocorreriam neste final-de-semana. O motivo foi o vazamento do conteúdo da prova.

Até aí nenhuma novidade, já houveram outros casos que não chegaram a cancelar a realização das provas. A inovação foi como essa informação chegou à imprensa. Quem iria acreditar que o ladrão liga para a repórter de um dos maiores jornais do país tentando vender o objeto do furto? É inacreditável!

3 de outubro - Estudantes de diversas capitais brasileiras protestam contra o cancelamento da prova.

                         
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Imagens via R7, G1, Terra e meionorte.com

6 de outubro - Reportagem do Jornal Nacional divulga imagens do circuito interno de gráfica que registram o momento do furto. Inquérito foi encerrado com cinco pessoas indiciadas.

por Renata Cafardo

Meu telefone fixo tocou por volta das 15h30 de ontem e uma voz tremida do outro lado confirmou meu nome completo e avisou que queria falar sobre o Enem. Já havia recebido mais cedo um recado de alguém estava interessado em vender o gabarito da prova, que seria realizada por 4,1 milhões de alunos no fim de semana.

O homem disse pouco, preferia não falar ao telefone e queria um encontro ao vivo. Mas avisou que o que ele tinha era a prova toda, as 180 questões dos dois dias, já impressas. Eu falei que tinha interesse em verificar a veracidade do material e então marcamos para as 19h15 em um café perto do jornal.

A direção decidiu que eu fosse acompanhada de duas pessoas e então o editor do Ponto Edu, Sergio Pompeu, e o fotógrafo Evelson de Freitas, foram escalados para isso. Sentamos os três no café e esperamos. Não sabíamos nome algum ou rosto de quem procurar, mas um dos informantes chegou primeiro e nos identificou. O outro chegou poucos minutos mais tarde, com uma pasta cheia de papéis.

Segundo eles, o material tinha sido vazado por alguém em Brasília, no Inep/MEC. Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. As questões tinham o perfil do Enem, um exame que cobra competências e habilidades, usa temas cotidianos. Vi lá tiras da Mafalda, do Garfield, trechos da Canção do Exílio e de uma reportagem da revista Veja. Tratei de decorar o máximo de questões possíveis.

Vi também a prova de matemática, mas as questões eram enormes, obviamente cheias de números, e desisti de tentar memorizá-las. Depois de dois minutos, um dos homens me tirou a prova das mãos. "Já viu demais", disse. Perguntei sobre a redação e eles se negaram a mostrar essa parte da prova.

Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso. Eram homens simples, pareciam não ter qualquer experiência com provas ou conhecimento do sistema educacional do País. Os dois, por volta dos 30 anos de idade, viam no material que "tinha caído no colo deles" como uma "oportunidade única". Um deles tinha comportamento mais truculento, falava de maneira mais agressiva. O outro aparentava nervosismo, medo. "Não somos bandidos. Queremos nos livrar disso o mais rápido possível", dizia.

Saímos cheios de dúvidas do encontro. Já no jornal, a direção decidiu que entraríamos imediatamente em contato com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e que nada seria publicado até que houvesse uma confirmação de que a prova que tínhamos visto era verdadeira. Durante as 21horas e 0h30 falei cerca de 10 vezes com o ministro, que prontamente nos informou as providências que estavam sendo tomadas (procura pelos técnicos do Inep, abertura do cofre para identificar a prova etc). Ele foi informado das questões que eu tinha memorizado.

Pouco antes da 1h da manhã veio a confirmação de que o Enem seria cancelado. A prova que tive em mãos era verdadeira.

"Não somos bandidos...", dizem eles. Deixe-me ver se entendi. Alguém se apresenta com as provas roubadas, pede meio milhão de reais e não é bandido? "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", acreditam.

Surreal! Onde vamos parar com essa ingênua criatividade? Como dizem os humoristas, está difícil concorrer com as notícias.

Confira a reportagem completa de O Estado de São Paulo.

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Jornais populares não precisam verificar a informação?

A notícia mais comentada na manhã desta sexta-feira foi publicada no site do jornal Extra, do Rio de Janeiro. De acordo com a reportagem, integrantes do programa CQC da Band estão em avançadas negociações para trocar de emissora em 2010.

Enviado por Retratos da Vida -
18.9.2009
8h30m

Debandada à vista no 'CQC'

Arquivo

Em 2010, o “CQC”, pograma de maior audiência da Band, não será mais o mesmo. Os integrantes do humorístico vêm sendo assediados por diversas emissoras e, em alguns casos, as conversas estão adiantadas. Marco Luque, por exemplo, estuda um convite para protagonizar um quadro no “Zorra total”, da Globo. E as mudanças na formação da trupe do “CQC” não devem parar por aí. Os repórteres Danilo Gentili, Oscar Filho, Felipe Andreoli e Rafael Cortez foram sondados pela Record. As negociações de Danilo e Oscar com a emissora da Igreja Universal estão bem avançadas.

Rafinha Bastos é um dos poucos que devem permanecer na Band. Ele será um dos quatro integrantes do programa “A liga”, jornalístico à moda “Profissão repórter”, só que mais sangrento. O contrato dos sete integrantes do “CQC” termina no próximo mês de dezembro.

O jornal, conhecido pelo sensacionalismo, não cita fontes. A seção onde se encontra a matéria anuncia: "tudo sobre o mundo das celebridades", ou seja, fofocas em geral.

Imaginei que ninguém daria atenção à matéria, superestimei o jornalismo brasileiro. Em poucas horas, a matéria foi reproduzida pelo jornalista Sidney Rezende, no portal Abril.com, Terra, MSN e clicRBS.

Neste último, o maior portal de notícias da região sul do país, a repórter ainda acrescentou: "E aí, será que a possível mistura entre Marco Luque e o Zorra Total pode dar certo?" Muito bem, a modalidade de jornalismo ctrl+c crtl+v está reunindo adeptos em todas as redações.

Conversando com a assessoria do ator Marco Luque sobre a reportagem, a reação foi imediata: "onde saiu este absurdo?"

O ator já afirmou, em diversas entrevistas, que foi convidado pela Globo quando ainda participava do grupo de teatro Terça Insana, mas prefere manter os seus personagens no teatro.

O convite para um quadro no humorístico Zorra Total surgiu no primeiro ano de atuação no Terça Insana, ou seja, em 2006. Desde então, o ator é questionado sobre o assunto.

Em entrevista a Marcelo Tas no UOL, antes do CQC que só viria em 2008, Luque explicou: "Já apareceram convites, mas nada que me desse a liberdade que tenho no teatro. Não procuro o caminho mais fácil, procuro o caminho que me deixe orgulhoso de mim".

Na época, esclareu um dos motivos que o levou a preferir o teatro à televisão para seus personagens. "É um humor muito fácil e raso. A Grace (diretora do Terça Insana) me fez usar o humor para passar uma mensagem. É triste, porque nestes programas de humor da TV na maioria só tem preconceito. O bom do teatro é que ele permite isso que fazemos."

"O teatro vem crescendo cada vez mais e é uma delícia fazer. Não tem nem comparação com a TV. A resposta é imediata, tem a forma e esta própria censura que não existe", concluiu.

Procurado pela reportagem da Folha, Tas negou o boato: "Nosso contrato vence em dezembro, isso é fato. Todos integrantes estão conversando com a Band", afirmou. "Há um mês estamos em plena conversa de renovação de todo mundo".

Portais de notícias ainda possuem uma influência muito grande, mas os leitores mais atentos já podem conferir a informação diretamente da fonte através de blogs e mensagens no twitter.

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Globo X Record

Raras vezes, em um telejornal, matérias com 10 minutos de duração são vinculadas. No horário nobre da televisão, menos ainda. Mas, quando se trata de uma notícia contra uma concorrente a chance de abrir exceções é grande.

Denúncias contra Edir Macedo não são novidade. Desde que o bispo começou a lotar estádios no início dos anos 90 o que não faltam são acusações contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Por que dez minutos no melhor horário do Jornal Nacional? Edir Macedo também é proprietário da Rede Record, e desde que a adquiriu a Rede Globo tenta, em vão, desmoralizar a concorrente. Nada mais natural do que a resposta no Jornal da Record.

É claro que Edir Macedo optou pelo caminho mais polêmico que poderia existir para captar recursos a fim de construir seu império empresarial. Sim, o bispo fez da religião um negócio. Mas, todas as denúncias até hoje foram arquivadas e tudo indica que essa última será mais uma.

O que lembra a briga entre as duas rivais?

Exatamente. Só faltou Edir Macedo dizer "o jato é meu". Mais uma disputa entre poderosos para o brasileiro assistir já sabendo o final da história.

Agora, uma discussão que vale a pena é avaliar até que ponto um jornalista deve comprometer a sua carreira em favor da emissora em que trabalha.

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Gripe suína: Operação Pandemia

Assista ao vídeo, leia a entrevista de uma adolescente gaúcha que contraiu a gripe AH1N1 e tire suas próprias conclusões.

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Quem são os senadores que impediram a renúncia de Sarney

Não é novidade, ao contrário, trata-se de rotina na política. Como não sou adepto do conformismo, essa política não me serve.

O presidente Lula possui uma história muito bonita. Não cansa de contar a história do caminhão pau-de-arara que remete à sua infância. Certo, mas chegando ao governo tornou-se aliado de quem afirmava combater em seus discursos.

Hoje, o presidente conta com o senador José Sarney como aliado e deu ordens aos senadores do seu partido para impedir uma renúncia quase certa.

Na teoria, o Senado é independente da Presidência da República. Na teoria, um é legislativo e o outro executivo. Na prática, no país inteiro, o poder executivo compra o legislativo. Nenhuma novidade.

Não foi diferente desta vez. Fazendo da política um jogo a favor dos interesses do partido em detrimento do interesse do povo (lembram do deputado que disse estar se lixando para a opinião pública?), os senadores petistas foram à casa do senador Sarney para evitar a sua renúncia.

O objetivo era claro, manter no cargo alguém acusado das mais variadas denúncias para não ter um senador da oposição assumindo a vaga.

Destaco aqui os únicos senadores petistas que não foram à casa de Sarney: Tião Viana (AC) e Flávio Arns (PR) e deixo aqui registrada a imagem do pior da política nacional.

Fonte: O Globo

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Horas extras dos funcionários do Senado é a ponta do "iceberg"

Em reportagem da Folha de São Paulo em 10 de março, Adriano Ceolin e Andreza Matais denunciaram que o Senado pagou pelo menos R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 funcionários em janeiro.

O detalhe é que o Senado estava em recesso e não houve sessões, reuniões e nenhuma atividade parlamentar durante o mês de janeiro. O caso foi considerado como "absurdo" pelo presidente da Casa, José Sarney e desencadeou uma série de investigações.

Três semanas depois da denúncia, alguns gabinetes determinaram a devolução do dinheiro. Passadas as cobranças da opinião pública, pouca coisa muda no Senado Federal. Mas, uma entrevista de uma das funcionárias - que recebeu horas extras em janeiro - revela que o problema é bem maior do que qualquer cidadão brasileiro possa imaginar.

Publicada na coluna de Mônica Bergamo, a entrevista com Luciana Cardoso - secretária parlamentar do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) - é reveladora. E sim, Luciana é filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Folha de São Paulo - Quais são suas atribuições no Senado?
Luciana Cardoso - Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.

Folha - Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
Luciana - É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.

Folha
- Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
Luciana - Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.

Folha
- E qual é o seu salário?
Luciana - Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.

Folha
- Cumpre horário?
Luciana - Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.

Folha - E o que ele te pediu nesta semana?
Luciana - “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?

Minuto de silêncio pela pátria brasileira, por gentileza.

Fonte: Folha Online e blog Verdes Trigos.

Crédito da imagem: Paula Sholl para Agência Tucana


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Jornalismo a.CQC e d.CQC

Antes do programa CQC na televisão brasileira, apenas jornais internacionais estampavam manchetes como "Onde os dinossauros ainda vagam" para se referir à eleição de José Sarney à presidência do Senado Federal.

 

  1. brazilians
    brazilians via @theeconomist A Brazilian political boss - Where dinosaurs still roam: http://migre.me/1Av (about @josesarney)
  2. brazilians
    brazilians via @bbcbrasil: Para 'Economist', eleição de Sarney no Senado é vitória de 'semifeudalismo': http://migre.me/1AB
  3. Cristiano Casagrande
    casagrande @marcelotas o que é pior? Collor se eleger presidente da comissão de infraestrutura ou ouvir a senadora Ideli Salvatti? http://migre.me/4SI
  4. Marcelo Tas
    marcelotas TV Pública em frangalhos, mulher no CCQ, Zé Sarney, etc... Bate-papo UOL- versão integral http://migre.me/8hv
  5. Paulo Luis Cordeiro
    pluiscordeiro Um bom dia grande dia !!! hoje é dia de CQC ... Hoje tem Gentili conversando com Collor e Sarney ! hehehehe !!! acabei de ver @marcelotas
  6. Silvia Marques
    silviamarques "A volta do A-ha a gente aguenta, agora Sarney e Collor não dá!" by @marcelotas #CQC

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Um ano depois da estréia do programa, o público tem certeza que a equipe comandada por Marcelo Tas não deixaria passar em branco a inevitável comparação entre os dinossauros e alguns políticos de Brasília.

Não poderia haver melhor corresponde em Brasília do que Danilo Gentili, repórter e comediante. Assim como os demais repórteres que estão realizando um trabalho brilhante e inovador.

O CQC uniu humor e reportagem em uma fórmula de sucesso que já influencia uma nova geração de estudantes de comunicação no Brasil.

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Programador instala pendrive no dedo

A notícia não é nova, mas apenas este mês obteve repercussão internacional. Algumas notícias não são vinculadas à data do acontecimento e - como esta história - ainda surpreendem pelo inusitado.

Jerry Jalava, um programador finlandês de 24 anos, encontrou uma boa solução para a parte do dedo perdida em um acidente de moto em maio do ano passado.

http://farm4.static.flickr.com/3273/2824821916_516bf7b8fe.jpg?v=0

O acidente ocorrido no caminho do trabalho ao colidir com um animal, poderia lhe causar problemas para continuar trabalhando uma vez que metade do dedo anelar teve que ser amputada. Essa era a opinião dos médicos.

Mas enquanto esperava pela nova prótese, Jalava achou fácil usar o teclado mesmo dessa forma e começou a brincar com os colegas sobre as utilidades para metade de um dedo.

"Nós começamos a planejar muitas coisas com isso. Então eu achei um pequeno USB e depois disso eu sabia exatamente que era aquilo que eu queria no meu dedo", disse ele à Reuters Television.

size comparision por jerry.jalava.

"Quando as pessoas viram pela primeira vez, ficaram realmente horrorizadas, elas simplesmente não conseguiam levar na brincadeira, então normalmente elas precisam de um pouco de tempo antes de dar risada e entender que essa é uma solução muito engraçada", afirmou.

attached closed por jerry.jalava.

Jalava possui duas próteses, uma comum e a "prótese pendrive" que utiliza para armezanar alguns programas. E o que poderia desanimar o jovem programador o tornou uma celebridade da tecnologia.

finger left in usb por jerry.jalava.

A história divulgada no blog do amigo Henri Bergius ganhou notoriedade através do Digg e, finalmente, chamou a atenção dos jornais internacionais.

Fontes: Reuters Brasil, Flickr e ProtoBlogr.net

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Notícia sobre compra do Twitter pelo Google é boato

A opinião do jornalista John Battelle se transformou em notícia no Brasil. Autor respeitado quando o assunto é web 2.0, Batelle publicou uma análise em que compara a importância do Twitter hoje com a do YouTube quando adquirido pelo Google.

 

A matéria publicada no John Battelle's Searchblog na quarta-feira, 25, repercutiu ontem na INFO Online.

 

A manchete da edição online da revista especializada INFO não poderia chamar mais atenção. A idéia inicial ao leitor é de que o jornalista tem a informação do interesse do Google na compra do Twitter.

Apesar do primeiro parágrafo dar a própria notícia com incerta: "O Twitter pode estar na mira do Google", os leitores parecem estar condicionados à manchete.

 

  1. INFO Plantão
  2. fabioricotta
    fabioricotta Google quer comprar Twitter, diz Battelle - http://tinyurl.com/bz7w7h - indicação da @juhorta 26 Feb 2009 - 17:51 from TwitterFox
  3. Tomohare
    Tomohare Ouvi dizer que o Google está querendo comprar o Twitter. Não sei a proposta deles para melhorar aqui, mas por enquanto eu não queria isso. 26 Feb 2009 - 17:59 from web
  4. rosana hermann
  5. Compulsivo
    compulsivo RT @rosana: Google quer comprar Twitter. http://is.gd/kYAl (Não falei, não falei: http://migre.me/3k1 26 Feb 2009 - 18:52 from twhirl
  6. gust4vo ZimmermanN
    gust4vo Mais olha só... o gigante Google quer comprar o Twitter | http://tinyurl.com/bz7w7h | by @rosana > @ferds 26 Feb 2009 - 19:00 from TweetDeck
  7. Comunicadores
  8. Carlos Andrade

-- this quote was brought to you by quoteurl

 

A comparação que John Battelle fez com o YouTube para ilustrar um possível interesse do Google pelo Twitter deu lugar ao "telefone-sem-fio" provocado pela manchete sensacionalista.

Querer comprar o Twitter qualquer empresa gostaria, afinal quem não quer uma rede social que cresceu 13 vezes em visitas mensais no último ano e continua crescendo?

Evan Williams e Biz Stone, fundadores do site, sabem muito bem o que têm em mãos e não parecem estar com pressa de vender o novo fenômeno da internet mundial.

O Facebook fez a sua tentativa oferecendo US$ 500 milhões pelo serviço em novembro de 2008. Não custa lembrar as palavras de Stone na época:

"O objetivo do Twitter sempre foi criar uma empresa sustentável em torno desse conceito (a independência). Agora que conseguimos estabilizar a parte tecnológica, finalmente estamos em condições de focar em criar uma empresa sustentável."

Diferente de outras empresas menores que buscavam um serviço inovador para faturar alguns milhões com a venda para o Google ou Yahoo!, o Twitter está mais para o caminho do Facebook e do MySpace, ambas independentes com participações de investidores.

Siga @brazilians no Twitter para acompanhar as próximas atualizações :)

Gostou? Compartilhe! (aonde? no twitter, lógico :D)

Fonte: blog twitter brazilians

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O Caso Paula Oliveira

Mais uma barrigada do jornalista de O Globo, Ricardo Noblat. Apesar de se tratar de uma história muito bem inventada, os principais jornais do país admitiram que houve falha na apuração do fato e, principalmente, que não foram ouvidos os dois lados da notícia.
 
 
Noblat publicou "em primeira mão" dia 11 de fevereiro às 15h22m: Brasileira torturada na Suiça aborta gêmeos utilizando uma foto da suposta gravidez e duas após a suposta agressão enviadas pelo companheiro suíço da advogada.
 
A notícia se espalhou rapidamente pela mídia brasileira e os jornais passaram a utilizar como fonte a própria notícia. Já a imprensa internacional se dividiu entre a repercussão do caso do Brasil, comprando a versão da imprensa brasileira, e a versão da polícia suíça que sugeria a automutilação.
 
 
O pai de Paula Oliveira teve papel fundamental no caso. Secretário parlamentar do ex-governador de Pernambuco e deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), Paulo Oliveira tratou pessoalmente de encaminhar a versão ao jornalista Ricardo Noblat e mobilizou o deputado Magalhães e o senador Marco Maciel (DEM-PE).
 
Estes por sua vez, trataram de acionar o Ministério das Relações Exteriores culminando com as declarações e cobranças do ministro Celso Amorim e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
 
Finalmente, em 16 de fevereiro, a revista Época em parceria com o portal G1 apuraram o compartamento de Paula com ex-colegas da advogada na empresa dinamarquesa Maersk, no escritório brasileiro onde Paula trabalhou antes de transferir-se para a Suíça. A matéria Paula enviou a amigos ultrassom falso, diz colega provocou uma reviravolta na opinião da imprensa.
 
A partir dessa informação, tornou-se cada vez mais difícil sustentar a versão defendida por Noblat. A verdadeira história estava prestes a ser confirmada. A Suíça tinha razão desde o primeiro dia e a imprensa brasileira passou a revisar seus erros.
 
 
"Eu acho que a Folha foi mal como todos os outros jornais e veículos de comunicação. Foi precipitada. Compramos a notícia sem confirmação própria", avalia o ombudsman da Folha de Sãa Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva. "Se eu estivesse no lugar dos editores, iria cometer o mesmo erro. Existe uma cultura no jornalismo que tem que se dar a notícia o mais rapidamente possível", admite Lins da Silva.
 
O diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour, afirma que o jornal registrou a informação divulgada pelo Blog do Noblat e foi a campo, com uma entrevista com o pai de Paula Oliveira e informações do Itamaraty. Porém, admite a falta do outro lado da história. "Ficou 24 horas num pé só. Serviu como um aprendizado para o futuro", diz Gandour.
 
A BBC Brasil foi a equipe mais cuidadosa, mais ainda assim errou a manchete. "Tudo o que descrevemos eram hipóteses, tudo era 'segundo o Itamaraty'. Onde poderíamos ter feito melhor foi no título. 'Brasileira grávida de gêmeos é agredida na Suíça e perde bebês', dissemos. Mas o melhor teria sido algo como 'Brasileira diz ter sido agredida na Suíça e perdido bebês' ou 'Itamaraty denuncia agressão a brasileira na Suíça', registrou o editor Rogério Simões.
 
Fontes: Comunique-se, Estadão e Marcos Lauro

 

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