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Governo Yeda Crusius bate recorde de denúncias no Rio Grande do Sul

Postado por Marco Aurélio Weissheimer, em 6 de Junho de 2008, no blog RS URGENTE

O governo Yeda Crusius é uma vergonha para o Estado do Rio Grande do Sul. A inacreditável sucessão de escândalos e denúncias a que o povo gaúcho assiste nos últimos meses revela um governo fraco moral e politicamente.

É um governo onde a governadora não fala com o vice-governador.

É um governo onde o chefe da Casa Civil tenta comprar a posição do vice-governador.

É um governo onde o vice-governador grava uma conversa com o chefe da Casa Civil para denunciá-lo.

É um governo onde o chefe da Casa Civil chama o vice de canalha e mau-caráter.

É um governo onde aliados da governadora a chamam de sem-vergonha. E nada acontece.

É um governo onde secretários de Estado negociam, combinam festas e tomam chopp com acusados de integrar uma quadrilha que roubou mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos.

É um governo onde os partidos de sustentação da governadora, nas palavras do chefe da Casa Civil, utilizam empresas públicas para financiar campanhas eleitorais e para comprar maioria no Parlamento.

É um governo que, diante de graves denúncias de corrupção, com provas materiais eloqüentes, emudece, se esconde e, através de seu patético porta-voz, afirma não existirem fatos relevantes.

É um governo onde a governadora foge da imprensa e do povo.

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É um governo onde a governadora não tem coragem de prestar contas sobre seus atos e de seus aliados, mas tem coragem de fechar escolas, demitir funcionários públicos e mandar a polícia bater em manifestantes.

É um governo que privatiza o meio ambiente e hipoteca o futuro.

É um governo onde seus aliados e padrinhos (como o inacreditável senador Pedro Simon, que foi incapaz de pronunciar uma palavra sobre todos esses escândalos) não tem mais coragem de defendê-lo e abandonam o navio em número cada vez maior.

É um governo cujo modus vivendi é a dissimulação e a covardia.

É um governo que chegou ao fim.

Crédito das imagens: blog Diário Gauche

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Rio Grande do Sul decreta estado de emergência em presídios

Avenida Rocio, número 1.100, vila João Pessoa, Porto Alegre. É nesse endereço que está localizada a cadeia mais populosa do Brasil, o Presídio Central de Porto Alegre. Com uma capacidade para 1.500 detentos, o Central está com uma população de 4.700 presos.
 
 
Em entrevista ao jornal Zero Hora, publicada no dia 5 de outubro, o juiz responsável pela fiscalização dos presídios na Região Metropolitana Sidinei José Brzuska chocou o Estado com a descrição do que viu em sua visita ao presídio.
 
"A sensação que se tem é de que as galerias do Central são um misto de África em guerra civil e Afeganistão. As celas são completamente destruídas em sua estrutura de concreto e tijolos. O chão, meio pegajoso, parece que nunca é limpo. O cheiro é muito ruim. Há esgoto por toda parte. Existem cachoeiras de esgoto e água. É difícil de descrever em palavras.
 
"Eu sempre tive orgulho em ser gaúcho. Quando viajo, sempre tenho orgulho em ser gaúcho. Pela primeira vez tive vergonha. Chego a me emocionar (enche os olhos de lágrimas). É inadmissível que nós, gaúchos, que nos consideramos uma sociedade politizada, culta, evoluída, deixemos a situação ficar nesse estado. São mais de 20 mil pessoas que entram no Central, todos os meses são milhares de crianças (as visitas) que ficam nessas galerias, nesse esgoto.
 
"Não quero fazer terra arrasada. Mas é uma vergonha mesmo. Fiz toda a minha carreira na magistratura visitando presídios. Nunca tinha visto nada parecido. Não existe... Tem de chamar a atenção das pessoas porque algumas pensam que, por serem bandidos, os presos têm de sofrer. A sociedade de um modo geral faz vistas grossas.
 
"Desafio qualquer que veja isso e seja capaz de manter tal opinião... Talvez a questão do esgoto e da saúde pública seja a mais chocante. É muita sujeira, muito esgoto. Uma população muito grande, um espaço muito pequeno." 
 
No dia 7 de outubro, a governadora Yeda Crusius decretou situação de emergência no sistema penitenciário estadual. Para acelerar os projetos de construção e ampliação de presídios será criada uma força-tarefa formada por representantes do governo do Estado, Judiciário, Ministério Público e prefeituras dos municípios onde serão construídos presídios.
 
O Estado está construindo duas penitenciárias, em Santa Maria e Caxias do Sul, e projeta outras sete - três para Guaíba e as demais para São Leopoldo, Passo Fundo, Bento Gonçalves e Lajeado.
 
O Presídio Central recebe diariamente 40 presos. Há dias em que cem presos são recolhidos. "E como há de querer-se que nas ruas haja assim segurança, se nem lugar para os presos existe mais em nossos limites?" questionou o jornalista Paulo Sant'Ana.
 
Fonte: Blog do Paulo Sant'Ana e jornal O Estado de São Paulo

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