LONDRES (Reuters) - A banda irlandesa U2 anunciou em seu site na Internet que vai transmitir um concerto inteiro ao vivo no site de vídeos compartilhados YouTube neste fim de semana.
Todos os ingressos para o concerto do domingo no Rose Bowl, na Califórnia, já estão esgotados, e está prevista a presença de 96 mil pessoas. O U2 disse que será a primeira vez em que um show tão grande será transmitido ao vivo na Internet.
"Faz tempo que a banda queria fazer algo assim", disse o empresário do U2, Paul McGuinness.
"Como vamos filmar o show em Los Angeles, será a oportunidade perfeita para levar a festa para além do estádio. Os fãs frequentemente viajam longe para vir assistir ao U2; desta vez é o U2 que irá até eles, em todo o mundo."
O YouTube, pertencente ao Google, vai transmitir o concerto em cinco continentes, e dois replays serão disponibilizados após a transmissão ao vivo -- no www.U2.com e no YouTube.
A banda responsável por sucessos como "Beautiful Day" e "Sunday Bloody Sunday" começou a turnê U2 360 em Barcelona em junho e garantiu público grande nas apresentações, usando um palco circular que pode ser visto desde todos os lados.
O YouTube vem tendo uma relação incômoda com a indústria das gravadoras. Estas argumentam que os sites populares de relacionamento social e vídeos online deveriam lhes pagar mais pelo direito de transmitirem shows dos artistas que têm contrato com as gravadoras.
Ao mesmo tempo, as gravadoras reconhecem a importância de manter sua presença nos sites que ajudam a moldar os gostos musicais dos fãs jovens.
Em março deste ano, o blog Mucura Voadora resolveu renomear um vídeo de grande sucesso no YouTube com a seguinte descrição: "O Grande Cirque du Soleil acaba de contratar sua mais nova atração. Rudygleydyston dos Santos, o equilibrista malemolente baiano. Veja aqui um pouco da habilidade do comedor de abará."
Em dois dias, o vídeo ultrapassou as visualizações do anterior que estava há seis meses na rede e foi parar no blog do jornalista Luis Nassif. Entre os comentários, além das já esperadas expressões de espanto com a façanha, alguns leitores não percebem a ironia do título e acreditam que o filme é brasileiro.
"Um espetáculo!!! Viva os baianos!!!" "Meus caros, essa é de lascar o cano. Viva o povo brasileiro!""Muito bom, o que a necessidade não faz. Todo baiano é um artista por natureza.""E depois ainda nos chamam de preguiçosos! Somos é preciosos!" "Não é brincadeira não!! Os brasileiros são artistas por natureza e necessidades. Parabéns ao artista, nem no cirque-du-soleil tem um artista tão bom como esse baiano."Enquanto outros, mais atentos, tentam lembrar a origem do vídeo."Esse vídeo corre na internet a muito tempo, não sei se é realmente na Bahia." "Isso aí não é na Bahia e nem na China e já ví isso um ano atrás.""Esse video é de algum lugar na Ásia. Está há muito tempo no YouTube. Não tem nada a ver com o Brasil. Suponho que quem o postou como produto 'baiano' seja alguém oriundo de 'Sum Paulo'." "Esse 'baiano' entrou aí por puro preconceito. Esse vídeo transita há muito tempo na Internet com a indicação de que se passa num país oriental, não me lembro qual. Dá para notar que a indumentária de um dos 'figurantes' e os tipos de barcos (inclusive as varas de bambu) não têm nada a ver com a Bahia nem com o Brasil.""Esse vídeo está no YouTube há muito tempo. Não tem nada a ver com Brasil, muito menos com Bahia. Se não for no norte da África é no Oriente Médio ou no Oceano Índico. E não tem a menor graça comparar isso com o Cirque de Soleil. O circo canadense é 'business', como dizem os entendidos. Isso ali, é sobrevivência emcondições sub-humanas.""Já vi um programa que mostrava crianças trabalhando dessa forma. E eram da Ásia. É de Bangladesh." Exatamente, o vídeo original é de 20 de janeiro de 2008 e traz a seguinte descrição: "Inacreditável; rapaz equilibra 20 tijolos em sua cabeça em Khulna, Bangladesh." Mas, se você quiser conhecer o baiano que atua no Cirque du Soleil, realmente, o circo está em turnê no Brasil. Nascido em Salvador, Jailton Carneiro, 33, desenvolveu interesse pelo circo enquanto era adolescente, o que o levou a ingressar na Escola Picolino de Artes de Circo, onde permaneceu dos 13 aos 20 anos. Na seleção de artistas em 1999, no Brasil, foi selecionado pelo Cirque du Soleil e integrou a trupe de formação geral, em Montreal.Vale a pena conhecer mais sobre o baiano do Cirque du Soleil e as artistas brasileiras que estão se apresentando nesta turnê do circo mais famoso do mundo e que reúne artistas de quase quarenta países.
Mais uma barrigada do jornalista de O Globo, Ricardo Noblat. Apesar de se tratar de uma história muito bem inventada, os principais jornais do país admitiram que houve falha na apuração do fato e, principalmente, que não foram ouvidos os dois lados da notícia.
Noblat publicou "em primeira mão" dia 11 de fevereiro às 15h22m: Brasileira torturada na Suiça aborta gêmeosutilizando uma foto da suposta gravidez e duas após a suposta agressão enviadas pelo companheiro suíço da advogada.
A notícia se espalhou rapidamente pela mídia brasileira e os jornais passaram a utilizar como fonte a própria notícia. Já a imprensa internacional se dividiu entre a repercussão do caso do Brasil, comprando a versão da imprensa brasileira, e a versão da polícia suíça que sugeria a automutilação.
O pai de Paula Oliveira teve papel fundamental no caso. Secretário parlamentar do ex-governador de Pernambuco e deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), Paulo Oliveira tratou pessoalmente de encaminhar a versão ao jornalista Ricardo Noblat e mobilizou o deputado Magalhães e o senador Marco Maciel (DEM-PE).
Estes por sua vez, trataram de acionar o Ministério das Relações Exteriores culminando com as declarações e cobranças do ministro Celso Amorim e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Finalmente, em 16 de fevereiro, a revista Época em parceria com o portal G1 apuraram o compartamento de Paula com ex-colegas da advogada na empresa dinamarquesa Maersk, no escritório brasileiro onde Paula trabalhou antes de transferir-se para a Suíça. A matéria Paula enviou a amigos ultrassom falso, diz colega provocou uma reviravolta na opinião da imprensa.
A partir dessa informação, tornou-se cada vez mais difícil sustentar a versão defendida por Noblat. A verdadeira história estava prestes a ser confirmada. A Suíça tinha razão desde o primeiro dia e a imprensa brasileira passou a revisar seus erros.
"Eu acho que a Folha foi mal como todos os outros jornais e veículos de comunicação. Foi precipitada. Compramos a notícia sem confirmação própria", avalia o ombudsman da Folha de Sãa Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva. "Se eu estivesse no lugar dos editores, iria cometer o mesmo erro. Existe uma cultura no jornalismo que tem que se dar a notícia o mais rapidamente possível", admite Lins da Silva.
O diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour, afirma que o jornal registrou a informação divulgada pelo Blog do Noblat e foi a campo, com uma entrevista com o pai de Paula Oliveira e informações do Itamaraty. Porém, admite a falta do outro lado da história. "Ficou 24 horas num pé só. Serviu como um aprendizado para o futuro", diz Gandour.
A BBC Brasil foi a equipe mais cuidadosa, mais ainda assim errou a manchete. "Tudo o que descrevemos eram hipóteses, tudo era 'segundo o Itamaraty'. Onde poderíamos ter feito melhor foi no título. 'Brasileira grávida de gêmeos é agredida na Suíça e perde bebês', dissemos. Mas o melhor teria sido algo como 'Brasileira diz ter sido agredida na Suíça e perdido bebês' ou 'Itamaraty denuncia agressão a brasileira na Suíça', registrou o editor Rogério Simões.
A missão humanitária liderada pela senadora colombiana Piedad Córdoba com apoio do Brasil resgatou nesta terça-feira, 3, o ex-governador Alan Jara seqüestrado desde 15 de julho de 2001.
O Brasil, a pedido da entidade humanitária "Colombianos pela Paz", forneceu helicópteros Cougar, de fabricação francesa, para a operação. Outros quatro homens foram soltos pela guerrilha no domingo.
Com o resgate de Jara, ainda restam em poder da guerrilha 23 reféns considerados passíveis de troca em um acordo humanitário com o governo.
Entre outras exigências para efetivar o acordo, os rebeldes reivindicam a desmilitarização de três municípios, mas o governo do presidente colombiano Álvaro Uribe não aceita as condições.
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